LEI DA CADEIA: Mãe e madrasta que mataram menino de 3 anos levam surra na prisão

O casal, Fabíola e Luana, foram agredido após outras detentas descobrirem o que elas são acusadas pela morte do menino Davi.

Fonte: Repórter MT - Em Policial - 01/12/2019 00h 27min

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LEI DA CADEIA: Mãe e madrasta que mataram menino de 3 anos levam surra na prisão

O casal Fabíola Pinheiro Bracelar, 22 anos, e Luana Marques Fernandes, 25, presas em flagrante durante a manhã de quarta-feira (27) acusadas de torturar até a morte o menino Davi Gustavo Marques de Souza, de apenas 3 anos, filho de Luana, foram espancadas no início da tarde desta sexta-feira (29) por duas outras presidiárias, dentro da cela, na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, no bairro Jardim Industriário, em Cuiabá.

O casal, que deu entrada na penitenciária nesta sexta-feira, de acordo com a Secretária de Segurança Pública (Sesp), foi colocado numa ala com detentas que cometeram o mesmo tipo de crime, porém, duas presas, que ficaram mais alteradas após descobrirem o que a mãe e madrasta fizeram com a criança, começaram a agredir as duas.

O casal foi salvo pela equipe de agentes penitenciários de plantão, que interveio na situação e separou a briga.

Luana e Fabíola foram encaminhadas para atendimento médico, exame de corpo delito e em seguida foram registrar a ocorrência por crime de lesão corporal.

A Sesp informou ainda que a direção da unidade prisional já separou as duas presidiárias que agrediram o casal das outras detentas.

Entenda o caso

Fabíola Pinheiro Bracelar, 22 anos, confessou à Polícia Judiciária Civil (PJC) que espancava o menino Davi Gustavo Marques de Souza, de 3 anos, pelo fato de ele ser muito arteiro e desobediente. Já Luana Marques Fernandes, 25 anos, negou participação no crime e disse que estava no trabalho quando o filho era agredido pela namorada.

As duas foram autuadas em flagrante pela PJC, na quarta-feira (27), no município de Nova Marilândia (392 km de Cuiabá), após uma série de diligências que comprovaram a prática do crime.

De acordo com a polícia, as investigações iniciaram na noite de terça-feira (26), quando a vítima foi deixada no Pronto Atendimento de Nova Marilândia, já sem vida, por Fabíola. O caso levantou suspeita após nenhuma pessoa responsável ficar na unidade de saúde para acompanhar a criança.

O laudo médico apontou como causa da morte espancamento e esmagamento, uma vez que além das lesões externas, foram identificados no menino vários pontos de hemorragia interna na região do abdômen. 

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