Doméstica que matou recém-nascida estrangulada vai a júri pela 2ª vez

A mãe, que matou a filha recém-nascida, terá novo julgamento a pedido da defesa.

Fonte: Portal MT - Em Policial - 11/06/2019 07h 49min

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Doméstica que matou recém-nascida estrangulada vai a júri pela 2ª vez

A empregada doméstica Juliana Jesus Miranda da Silva condenada por matar estrangulada a filha recém-nascida, de 23 dias, terá novo julgamento. Ela passará por júri, no dia 19 de junho, às 09h, na Primeira Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá.
 
Ela está presa em regime fechado, devido à condenação de 22 de junho de 2016, em que foi determinada a reclusão por 16 anos. A defesa da assassina moveu um recurso na segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou que ela passasse por um novo Tribunal do Júri.

O Caso

O crime ocorreu na madrugada do dia 23 de junho de 2008, em um hotel próximo à rodoviária de Cuiabá, no bairro Alvorada, onde Juliana trabalhava e morava com a recém-nascida e outro filho de dois anos, na época.

Por volta da meia noite, Juliana acordou com o choro da criança, que ainda não tinha registro de nascimento e se chamaria Ana Júlia. Irritada com o barulho do choro, a mulher começou a bater a cabeça da criança contra a cama. Como Ana Júlia não parava de chorar, Juliana a estrangulou até desmaiar e voltou a dormir.

Por volta das 4 horas daquela madrugada, a mulher voltou a acordar e viu que a criança estava morta, com sangue escorrendo pela boca. Ela telefonou para o pai da criança, que estava viajando e disse que havia acontecido um acidente com a criança. Somente quando ele retornou é que Juliana alegou que havia sufocado a criança enquanto dormia, de forma acidental.

Enquanto o pai telefonava para a polícia, Juliana deixou o outro filho com a dona do hotel e fugiu. Ela passou três dias escondida até ser presa em decorrência de outro mandado de prisão, que havia contra ela pela morte de outro filho, em Barão de Melgaço, no ano de 2006. Este outro filho morreu com o pescoço quebrado pelo ex-companheiro de Juliana, com quem ela deixou o menino para ir a uma festa. Ela respondia criminalmente por abandono de incapaz. 


Em 2008, o caso chocou por conta da frieza com que a mulher narrou os fatos à polícia. Até mesmo o advogado de defesa dela se revoltou e deixou o caso. A delegada Anaíde Barros, que conduziu as investigações na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acionou o Ministério Público Estadual (MPE), que entrou com processo criminal contra Juliana pela morte de Ana Júlia.

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